Na semana passada eu e o Paulo Máximo fomos entrevistados pelo repórter Alexandre Gonçalves, do Estadão, e ontém (31/05/2009, domingo) foi veiculada a matéria sobre os 10 anos do projeto SETI@home e sobre outros projetos que utilizam o BOINC como plataforma.
Já fazia algum tempo que não tínhamos algo na mídia impressa, e fiquei surpreso com o conhecimento do Alexandre sobre o assunto, que além de ter participado no SETI@home com o cliente "clássico", ainda tinha conhecimento de detalhes sobre vários outros projetos BOINC.
Nesses 10 anos, já escutei perguntas de repórteres do tipo: "Você tem contato com ETs ? Já foi abduzido ?". Normalmente respondia que, se acreditasse em ETs nos visitando com disco-voadores, estaria procurando com um binóculo, e não com um projeto de processamento distribuído que processa sinais de um rádio-telescópio, e solicitava que meu nome não fosse publicado na reportagem, bem como qualquer menção ao SETIBR. No começo até tinha paciência de tentar explicar que o SETI@home não tem nada a ver com a Ufologia, pois enquanto o SETI se baseia na possibilidade de existência de vida inteligente em outros planetas, a Ufologia se baseia na premissa de que não só existe vida inteligente fora da Terra, mas de que somos visitados por extraterrestres. Mas, depois de algum tempo, vi que a resposta já citada acima, seguida de uma despedida polida, funcionava melhor.
Felizmente desta vez foi bem diferente, e a matéria vai ajudar bastante na divulgação do grupo para participantes interessados em ajudar a ciência.
